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Aviação Comercial / Europa

Tragédia aérea

Holanda denuncia Rússia por queda do MH17


José PEDRO M Ramos

7/10/2020

É "mais um golpe nas relações", diz ministério russo.

A sorte não andava nada boa para a Malaysia Airlines há seis anos atrás. Em 8 de Março de 2014 um de seus Boeings 777 sofreu um dos acidentes mais misteriosos da história da aviação, simplesmente desapareceu do mapa sem deixar vestígios ceifando a vida de 239 pessoas entre passageiros e tripulantes. Era o voo MH370, ainda hoje, talvez, o maior mistério da história da investigação dos acidentes aéreos

Apenas quatro meses depois uma outra de suas aeronaves deste mesmo modelo, o Boeing 777, também sofreu acidente fatal, quando em voo de cruzeiro sob a Ucrânia. Era o voo MH17 e havia decolado de Amsterdam com destino a Kuala Lumpur. Eram 298 pessoas a bordo entre tripulantes e passageiros. Não houve sobreviventes!

Este, entretanto, não foi um acidente tão misterioso e inexplicável como o primeiro. O avião, segundo reportes, foi abatido por um tiro certeiro de míssil antiaéreo. A Ucrânia estava envolvida em forte instabilidade e luta política e militar interna no esteio de um confronto entre Otan e Rússia inerente ao controle do país, cuja localização permite à Otan manter a Rússia sob a mira de misseis disparados próximo à sua fronteira Sul, privilegio que a Rússia não possui pois não exerce ingerência ou domínio sobe nenhum país que tenha fronteira com os EUA.

É neste contexto que se insere a presente notícia. O Holanda, membro da Otan e país do qual partiu o voo abatido, acusa a Russia de ter participação no abate e promete levar os acusados russos ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

A Rússia rechaça a acusação e diz não ter nada a ver com abate de avião em área fora de sua jurisdição. O Ministério de Relações exteriores considera que o caso é apenas uma politização do abate que pretende prejudicar a Russia no embate com a Otan.

Quatro suspeitos foram acusados: os russos Sergey Dubinski, Oleg Pulatov, Igor Girkin e o ucraniano Leonid Chatshenko. O seu envolvimento é o de terem transportado o sistema de mísseis usado no abate.

Pulatov delegou seu caso a um advogado holandês, mas os demais acusados negam as acusações e serão julgados à revelia.