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Aviação Militar / EUA

Cyborg dos ares

EUA planejam Skyborg para 2023


José PEDRO Magalhães Ramos

7/13/2020

O Pentágono prepara-se para levar a cabo um plano de três anos para a entrada em vigor de um sistema de aeronaves não tripuladas que podem operar autonomamente ou comandadas por um avião tripulado, desempenhando a função de "alas" desta aeronave maior.

O skyborg é um derivado do conceito Loyal Wingman, onde uma ou mais aeronaves não tripuladas, através de complexas redes de AI e recursos de comando, permitem que um avião como F-22 ou F-35 dirijam seus "escudeiros" robóticos.

O skyborg, no entanto deverá possuir a estranha capacidade ser "attritable" ou seja semi-descartável. Para baratear a produção os componentes e motores do robô aéreo terão vidas úteis reduzidas e serão descartadas após relativamente poucas horas de voo, se comparado com as airframes dos aviões digamos assim, convencionais.

A justificativas para isso são várias, uma delas, talvez a principal, seja o fato de que, por serem não tripulados, estes aviões poderão receber ordens de cumprir missões cuja taxa de risco não pode ser aceita por aviões tripulados, praticamente missões suicidas.

A simplicidade e pequeno porte destas naves deve reduzir a necessidade e aeródromos e dificultar a missão de localizar e destruir suas bases, dizem os executivos ligados ao projeto.

Há vários projetos em andamento para produzir aeronaves militares não tripuladas diferentes dos drones que conhecemos hoje e também de diversificar e radicalizar as capacidades destes aviões autônomos.

Não é muito dificil que estejamos realmente nos aproximando da afirmação visionário de Ellon Musk que o futuro dos aviões militares tripulados está com os dias contados.

É ver - e esperar - para crer.










José PEDRO Magalhães Ramos
É um profissional com quase quatro décadas de experiência em aviação. Passou pela Rio Sul e TAM nos anos 1980 e em 1990 ingressou na Vasp onde ficou por 10 anos na área de Engenharia. Criou e operou por 4 anos o site www.aerospace.com.br, hoje extinto e em 2004 entrou na Gol, tendo ficado até 2017 e passado por várias áreas técnicas e de negócios. Atualmente como consultor técnico ainda - e sempre - na área de aviação, dedica seu tempo particular para criar e operar este nosso portal!