PT EN ES Olá internauta. Logon
Aviação Militar / Rússia

Proteção antiaérea

S-500 pode ser instalado em novo porta-aviões russo


José PEDRO M Ramos

7/20/2020

O navio Shtorm, fruto do projeto 23000E, poderá vir a ser equipado com o novíssimo sistema russo de proteção antiaérea S-500, dizem fontes daquele país.Trata-se do casamento de duas tecnologias de peso.

O gigante navio terá alguns conceitos diferentes dos navios americanos, tais como a decolagem em rampa. Mas terá também algumas similaridades com os mais modernos "carriers" americanos, por exemplo, as catapultas eletromagnéticas, que tendem a substituir aquelas potenciadas por sistemas a vapor.

Na construção de navios de grande porte, principalmente porta-aviões a Rússia está muitíssimo atrás dos Estados Unidos, mas o novo navio deve reduzir um pouco este grande desnível. Ele será uma nave de cerca de 90 mil toneladas, mais de 330 metros de comprimento e será impulsionado por um propulsor nuclear com até quatro hélices.

Se na área naval a Rússia está a décadas dos Estados Unidos, na área aerospacial a concorrência é mais próxima e em alguns campos a Rússia tem vantagem. Por exemplo na área de mísseis e sistemas de proteção antiaérea, nada no mundo parece se comparar aos sistemas S-400 e S-500.Justamente este último sistema, feito para proteção de territórios, mas que recentemente foi revelado que pode ser usado também em navios, deverá ser instalado no futuro navio militar.

Com isto a grande nação asiática passara a ter uma melhor capacidade de resposta a seu rival das Américas. Restará o "pequeno problema" que os americanos têm 11 naves e os russos terão apenas uma (considerando naves deste porte, pois existe também o Admiral Kusnetsov, bem menor e mais arcaico).

Vale destacar que, caso se concretizem estes planos, o país de Putin passará a ter um dos maiores e mais modernos navios, com um does melhores do Mundo - caso se concretize a versão naval do SU-57 - e um dos melhores sistemas de defesa aérea.

Uma arma temível, sem dúvida. Mas, como dissemos acima nada que se compare ao poder da marinha dos EUA que vem há muitas décadas investindo como ninguém na construção de um sistema de projeção de poder sem igual.

Contra a Rússia pesa o fato de que o país não tem instalações de construção naval capazes de acomodar uma nave tão grande nem experiência própria para tal, já que sua experiência da época soviética pode ter sido perdida quando a Ukrania se tornou rival da Federação.