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Follow up - Gasolina falsa
Gasolina suspeita vira caso de polícia
José PEDRO Magalhães Ramos
8/2/2020
As denúncias de que gasolina de aviação suspeita teriam causado danos a diversas aeronaves particulares levaram a Polícia Federal a iniciar inquérito acerca do problema no estado de São Paulo.
A ANAC e a ANP já realizam suas próprias investigações para entender o ocorrido.
A ação da Polícia Federal foi em atendimento a pedido do Ministério Público Federal visando esclarecer as responsabilidades que possam estar envolvidas no episódio.
Até o momento as diversas amostras coletadas para análise pela ANAC e ANP ainda não resultaram em algum laudo confirmando ou desmentindo a inadequação da qualidade do produto, o qual afeta diretamente a segurança de voo.
No total cerca de 12000 aeronaves usam os combustíveis afetados e um total de 110 proprietários reportou ter sofrido problemas em sues aviões.
PETROBRÁS COLONIZADA SERIA O PROBLEMA, FIZ FUP
(publicada em 18/07/2020)
Segundo a FUP, Federação Única dos Petroleiros, existe relaçao direta entre as péssimas notícias de má qualidade da gasolina de aviação e a gestão da empresa.
As diretrizes de gestão da empresa têm causado a exportação exacerbada de petróleo cru e a importação de derivados refinados, de petróleo, crítica esta já dirigida, com razão à gestão de outras empresas que outrora foram estatais tais como a Vale.
Parece ser o caso de que o Brasil exerceu a opção de ser um mero exportador de commodities e produtos de baixo ou nenhum nível de beneficiamento, ao passo que seus cidadãos, se quiserem ter acesso a produtos beneficiados terão que pagar importações com valores atrelados ao dólar.
Enfim, o país exerceu suas opções políticas e agora terá que conviver com elas.
O fato é que a única refinaria que produzia gasolina de aviação, e Cubatão, teve sua produção interrompida devido a "obras" (as aspas são da FUP e parecem fazer todo o sentido).
Não deixa de ser curioso, intrigante, para não dizer indignante, que a segunda maior frota da aviação geral do Mundo tenha que viver de importações.
Seria interessante que o Brasil, país que fala tanto de autocríticas, faça a autocrítica de suas recentes opções políticas. Se somos um dos maiores países do Mundo em população e extensão territorial, se isso nos leva a ter uma gigantesca aviação geral, se temos uams maiores reservas de petróloeo do Mundo - as maiores descobertas no século em curso - como podemos aceitar ficar por um único dia que seja, abastecendo nossos aviões com gasolina importada?
Quem não quiser ver não veja, mas existe obviamente uma politica de expatriação de riqueza muitíssimo clar em curso.
Só uma coisa gostaríamos de lembrar aos nossos estimados eleitores, se concordarem em continuar apoiando políticos e políticas deste quilate, terminarão morando num país que precisa de renda abundante para comprar bens sofisticados importados em dólares mas serão impossibilitados pois estarão trabalhando na produção e exportação de matérias primas rústicas, não beneficiadas e pagos em reais.
É um evidente e gritante circulo de empobrecimento. E talvez não por acaso revelado neste episódios dos combustíveis da aviação geral, já que esta está sendo atingida e cheio e constitui-se num dos maiores símbolos de riqueza de uma nação.
É a nossa riqueza escafedendo-se entre nossos dedos pelos nossos equívocos de visão de Mundo traduzidos para nossa visão política.
Uma pena.
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José PEDRO Magalhães Ramos
É um profissional com quase quatro décadas de experiência em aviação. Passou pela Rio Sul e TAM nos anos 1980 e em 1990 ingressou na Vasp onde ficou por 10 anos na área de Engenharia. Criou e operou por 4 anos o site www.aerospace.com.br, hoje extinto e em 2004 entrou na Gol, tendo ficado até 2017 e passado por várias áreas técnicas e de negócios. Atualmente como consultor técnico ainda - e sempre - na área de aviação, dedica seu tempo particular para criar e operar este nosso portal!
  
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