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Aviação Comercial / Europa

Danificado pela natureza

Raios são perigosos para os aviões?

Embraer E195-E2
KLM
Embraer

Rafael Ramos

3/4/2021

Recentemente, o Embraer E195-E2 foi incorporado na frota da Holandesa KLM. Após cerca de um mês um incidente natural ocorreu, mas não foi nada grave.

A aeronave de matrícula PH-NXA, a primeira do modelo a entrar na frota, estava realizando um voo normalmente, quando, na aproximação, se deparou com o mal tempo na capital alemã.


Avião atingido por raio no nariz
danos parciais na fuselagem
Snuff NZ

O pouso ocorreu normalmente e em segurança. O avião taxiou normalmente e os passageiros desembarcaram. O avião, no entanto, não pode decolar novamente e foi encaminhado para a manutenção por causa de danos causados por um raio. O incidente ocorreu no último dia 11/03.

Os raios por si só não são perigosos para a aviação. Os passageiros relatam, durante o raio, que acontece um flash e ouve um barulho. Já os pilotos, além do flash e do barulho, relatam que pode ocorrer momentâneas oscilações nos instrumentos e instabilidade nas luzes. Mas nada a mais do que isso.


Isso porque o avião é cuidadosamente isolado nas partes mais sensíveis. A fuselagem também é condutora, de modo a receber o raio por uma extremidade e liberar toda a carga por outra extremidade. Por exemplo, a carga chega no avião pelo nariz, percorre toda a fuselagem e sai pela cauda.

Depois de um acidente com um Boeing 707 em 1963, em que um raio atingiu o avião e ocasionou uma explosão no tanque de combustível, que matou 81 pessoas, a indústria teve de rever todo o projeto das aeronaves. Agora, tanto os tanques de combustível quanto as tubulações são bastante reforçadas, de modo a resistir a altíssimas temperaturas sem problemas.

Geralmente, o revestimento das aeronaves é de alumínio, que é um bom condutor de eletricidade. No entanto, em aeronaves mais novas, esse revestimento pode ser de outros materiais compostos, o que por si só não é condutor. Nesse caso, os engenheiros revestem esse material com placas condutoras ou com telas condutoras, resolvendo o problema.

Estima-se que cada aeronave comercial do Brasil receba pelo menos um raio por ano, embora nem sempre isto é perceptível.






Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.