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Problema elétrico no Max
Boeing detecta problema, avisa operadores e parte da frota será parada para reparos
Boeing 737 MAX
American Airlines
Reprodução/American Airlines
Rafael Ramos
4/9/2021
No final do ano passado, a Boeing recebeu a notícia de que, após envolvido em dois acidentes fatais, o modelo 737 MAX recebeu a certificação da Agência Nacional de Aviação dos EUA (FAA), equivalente a ANAC do Brasil. O modelo então pode voltar a voar após dois anos em solo.
Essa notícia foi o que a Boeing esperava para tentar superar a grande crise pela qual passava, agravada pela pandemia.
5 meses depois de poder voltar a voar, o modelo apresentou um possível problema elétrico envolvendo algumas unidades do modelo. A Boeing emitiu um alerta hoje, dia 9 de abril, para 16 empresas que operam esses aviões para que eles fossem mantidos em solo até que o problema fosse resolvido.
Boeing 737 MAX
United Airlines
Konstantin von Wedelstaedt, GFDL 1.2, via Wikimedia Commons
“Estamos trabalhando em estreita colaboração com a FAA nessa questão de produção. Também estamos informando nossos clientes sobre números específicos de aeronaves afetadas e forneceremos orientações sobre as ações corretivas apropriadas”, segundo a nota divulgada.
De acordo com o comunicado, o modelo pode estar com um aterramento insuficiente para um componente do sistema elétrico do avião.
No Brasil, a única companhia a usar esse modelo é a Gol. A Southwest Airlines, a American Airlines e a United Airlines confirmaram que possuem aviões que foram afetados, embora a própria Boeing não tenha divulgado quais operadoras do avião foram afetadas pelo problema.
No entanto sabe-se que a American Airlines tem 17 aeronaves afetadas, a United tem 16 e a Gol apenas uma. A solução para o problema para ser fácil, com talvez apenas umas poucas horas de trabalho por avião para normalizar a situação.
O 737 MAX é a maior aposta de recuperação frente à sua rival europeia Airbus. O problema pode afetar ainda mais a Boeing, que já está com problemas em seus resultados, sobretudo por causa da pandemia. Todos esses problemas refletem os números da companhia, que reportou um recuo de 24% da sua receita de 2020 comparado com ano de 2019.
O valor da empresa no mercado de capitais é outro indicador de que a companhia passa por momentos difíceis. Em 2019, antes dos problemas, seu valor era de mais de 238 bilhões de dólares. Hoje, seu valor de mercado é de pouco mais de 146 bilhões de dólares. No auge da crise, esse valor chegou a 54 bilhões de dólares.
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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