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Enfrentando desconfiança do mercado, empresa prossegue programa de voos técnicos
A320
Reprodução/Facebook Itapemirim
Gabriela Ramos
4/22/2021
A companhia de transporte rodoviário Itapemirim, que pretende se tornar também uma companhia aérea, deu início aos seus primeiros voos técnicos na última semana. A empresa está em busca do seu certificado da ANAC de operador aeronáutico e atualmente já está na última fase desse processo, já tendo, inclusive, conseguido obter horários para pouso e decolagem nos principais aeroportos do país. A companhia encomendou nove aeronaves Airbus A320 e sua frota tem uma idade média de 15 anos.
Além da profunda crise no setor de aviação que o mundo inteiro encara, a Itapemirim também enfrenta desde 2016 um processo de recuperação judicial, o que gera desconfiança por parte do mercado a respeito desse investimento. Além disso, a disputa entre o atual e o antigo dono da companhia e alterações que ocorreram em todo o plano de negócios são outras razões para as incertezas do mercado.
Um outro ponto que também chamou atenção e gerou dúvida foi a questão dos investidores. Sidnei Piva, o presidente do grupo Itapemirim, afirmou em fevereiro de 2020 que contariam com um investimento de U$ 500 milhões pelo fundo privado de uma família de xeques dos Emirados Árabes Unidos, Al Maktoum. Porém, tal investimento não foi confirmado e, quando abordada, a companhia respondeu que não pode divulgar os investidores envolvidos, pois os contratos são confidenciais.
A320
Airbus
Daniel Eledut/Unsplash
A EXM Partners, administradora judicial da Itapemirim, publicou um relatório em março, onde afirmava que solicitou detalhes sobre os gastos e investimentos da empresa, mas o grupo informou que, por sigilo de mercado, não poderia dar mais informações.
Para contornar essas desconfianças, a companhia diz que apostará em estratégias como oferecer conexões entre as capitais brasileiras a preços competitivos e, segundo a assessoria de imprensa, promover um serviço diferenciado aos passageiros. Em nota, a assessoria afirmou: “Em resumo, é a pessoa, olho no olho, que vamos priorizar entre todos os colaboradores e os passageiros”.
O projeto continua avançando, apesar das controvérsias, e a empresa já contratou 400 funcionários, segundo a assessoria. A empresa está aguardando o certificado da ANAC e ainda não tem data para dar início aos voos comerciais.
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Gabriela Ramos
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