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Acidente em Minas
Veja mais detalhes da fatalidade com um Learjet 35-A na Pampulha, Belo Horizonte
Learjet 35A
Similar ao acidentado em Pampulha
By bomberpilot - DSC_9333, CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=26686731
José PEDRO Magalhães Ramos
4/23/2021
Aeroporto da Pampulha, dia 20 de abril de 2021. O Learjet 35-A de prefixo PR-MLA, uma elegante aeronave de visual arrojado e capaz de atrair olhares de admiração tanto de leigos como de entusiastas da aviação, aproxima-se para o pouso sem que seus ocupantes soubessem da tragédia que estava prestes a desenrolar-se logo adiante.
O voo prossegue e o desastre concretiza-se: O belo jato toca o solo e perde o controle sobre a corrida de pouso, vido a atravessar uma área gramada e a colidir com uma árvore, sofrendo danos além da possibilidade de reparo, de acordo com imagens divulgadas após o acidente.
Pampulha
Aeroporto da região metropolitana de Belo Horizonte
Por ME/ Portal da Copa /Governo Federal Brasileiro / Rodrigo Lima - http://www.copa2014.gov.br/pt-br, CC BY 3.0 br, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=39911748
Seus ocupantes, infelizmente, não ficaram ilesos.
Havia três pessoas a bordo. O copiloto Eustáquio Avelar, de 73 anos, morreu no local do acidente. O comandante Gabriel dos Santos Nazaeret, de 31 anos, foi hospitalizado em estado aparentemente muito grave. E o terceiro ocupante, Osmar Mulina Pereira Filho, teve apenas ferimentos leves.
Segundo informações do G1/Minas, embora o hospital não divulgue detalhes de saúde dos pacientes, Gabriel dos Santos, o comandante teve várias fraturas no braço direito, na perna esquerda e no rosto e respira com ajuda de aparelhos. O tripulante encontra-se no Hospital João XXIII.
As causas do acidente serão investigadas. Vários testemunhos parecem indicar que o pouso ocorreu com o trem recolhido, inclusive dos controladores de voo. Segundo áudio ouvido pela equipe do G1, várias falas dos controladores referem-se à aproximação do avião sem que o trem de pouso tenha sido visto baixado e travado. Em outros relatos testemunhas falam de forte ruído quando do pouso o que poderia ser interpretado como atritos da fuselagem e asas com o solo, mas aparentemente neste momento a investigação - como seria de se esperar - certamente ainda não confirma nada dessas informações.
Espera-se que os sobreviventes sejam um fator chave para entender o ocorrido. Apurou-se ainda que no dia do desastre a aeronave fazia um voo de teste. Uma breve consulta ao site do Registro Aeronáutico Brasileiro mostra que a situação do CA (Certificado de Aeronavegabilidade) estava regular. O CA havia sido emitido em 2017, o CVA foi apresentado e tinha validade até Março de 2022, data em que teria que ser trocado pelo CA dentro do novo padrão requerido pela ANAC, e portanto a aeornave estava com sua situação regularizada.
Segundo a Líder Aviação, empresa que prestava serviços de manutenção para esta aeronave, a mesma estavam em ótimas condições e tinha passado por uma "rigorosa inspeção" antes da liberação para o voo. O proprietário da aeronave é a empresa ELETRIC POWER CONSTRUÇÃO EIRELI, ainda de acordo com a consulta ao site do RAB.
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José PEDRO Magalhães Ramos
É um profissional com quase quatro décadas de experiência em aviação. Passou pela Rio Sul e TAM nos anos 1980 e em 1990 ingressou na Vasp onde ficou por 10 anos na área de Engenharia. Criou e operou por 4 anos o site www.aerospace.com.br, hoje extinto e em 2004 entrou na Gol, tendo ficado até 2017 e passado por várias áreas técnicas e de negócios. Atualmente como consultor técnico ainda - e sempre - na área de aviação, dedica seu tempo particular para criar e operar este nosso portal!
  
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