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Aviação Militar / EUA

Administração Biden

U$ 23 bilhões em vendas de armas dos EUA para os Emirados Árabes Unidos

F-35
U.S. Air Force photo by Master Sgt. Donald R. Allen, Public domain, via Wikimedia Commons

Gabriela Ramos

4/23/2021

Na última terça-feira, a assessoria do Congresso dos Estados Unidos afirmou que a administração de Joe Biden, presidente dos EUA, confirma venda de U$ 23,37 bilhões em armas para os Emirados Árabes Unidos. Entre os produtos vendidos, estão 18 drones de combate e 50 aviões F-35, além de munições e outros apetrechos.

Ross Parmly

Os acordos feitos pelo ex-presidente Donald Trump foram pausados pelo governo Biden a fim de revisá-los. Segundo o governo Trump, em afirmação feita ao Congresso em novembro, essa venda de armas para os Emirados Árabes Unidos é paralela aos Acordos de Abraham, acordo realizado em setembro por entremeio dos Estados Unidos que determina normalização das relações entre Emirados Árabes Unidos e Israel.

Após envolvimento dos Emirados Árabes Unidos na guerra do Iêmen, legisladores estadunidenses criticaram o país do Oriente Médio, afirmando que tal venda de armas poderá interferir na vantagem militar de Israel no local, garantida pelos Estados Unidos. Israel, entretanto, não se opôs à venda. Apesar do empenho dos legisladores em tentar impedir a negociação, a proposta recebeu apoio dos republicanos em dezembro e, um mês depois, em 20 de janeiro, horas antes da posse de Biden, a venda foi concluída.

No final de janeiro, os EUA anunciaram a revisão do plano, enquanto os Emirados Árabes Unidos afirmaram que, além de anteciparem a revisão, exaltam os esforços coletivos para evitar conflitos e aperfeiçoar as relações.

Os produtos só serão entregues aos Emirados Árabes Unidos após 2025, segundo porta-voz do departamento de Estado, isso se as vendas realmente se concretizarem. Segundo o comunicado do porta-voz: “Também continuaremos a reforçar com os Emirados Árabes Unidos e todos os destinatários de artigos e serviços de defesa dos EUA que o equipamento de defesa de origem norte-americana deve ser adequadamente protegido e usado de uma maneira que respeite os direitos humanos e cumpra integralmente as leis de conflito armado”.


Os planos de vendas de equipamentos militares para a Arábia Saudita também estão sendo revisados e o governo cogita cancelar acordos anteriores.

A conclusão dessas revisões não foi divulgada.





Gabriela Ramos
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