Aviação
Executiva /
Brasil
Na contramão da crise
Companhia aérea Flapper, de voos executivos, dobra sua receita na crise
King Air 350, umas das aeronaves que a empresa opera
Divulgação/Flapper
Rafael Ramos
4/26/2021
A Flapper, primeira empresa de compartilhamento aéreo na aviação executiva do Brasil, pode ser considerada como um uber da aviação. Os seus serviços de mobilidade aérea são todos feitos por meio do aplicativo da empresa.
O setor aéreo, como um todo, enfrenta uma de suas piores crises. No entanto, a Flapper dobrou sua receita em 2020 e, em 2021, esse padrão segue em alta. No primeiro trimestre deste ano, a empresa triplicou seu faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.
Interior do King Air 350
Divulgação/Flapper
“Temos orgulho disso porque foi um período difícil”, diz Paul Malicki, cofundador e CEO.
Em 2021 houve lucro nos 3 primeiros meses consecutivos, pela primeira vez. O destino mais procurado foi Angra dos Reis (RJ). O lucro nesta rota foi de 80 mil reais. O faturamento completo desde o mês de janeiro foi de 6,96 milhões de reais.
“Nos próximos anos, focaremos muito na abertura de rotas para novos países e também em tecnologias voltadas ao próprio negócio, como meios de pagamento. Mas sem nada muito fora da caixa. Não vamos lançar muitos novos destinos ou comprar outras empresas, por exemplo. Estamos seguindo by the book e replicando em outros países o que acontece no Brasil para faturar mais”, afirma o CEO.
Airbus H130
Image: Airbus
A Empresa começou em 2016 e existiam cerca de 2500 aeroportos no Brasil. Na ocasião, apenas 100 deles operavam voos comerciais
“Eu não tinha nada em comum com o taxi aéreo e isso que motivou. Porque fiquei pensando como um cara que era diretor de empresa não conseguia utilizar esse tipo de serviço. E foi exatamente o que me fez entrar neste negócio. Não tinha nenhuma referência. Percebi que, se eu não sabia nada, era porque havia uma oportunidade, pois eu era exatamente o modelo de cliente”, diz Malicki.
Segundo o CEO, a empresa tem todas as certificações, inclusive da ANAC. São 620 aeronaves e mais de 100 operadores.
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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