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Aviação Comercial / EUA

Risco de contaminação

Modelo de embarque adotado durante a pandemia pode aumentar exposição ao vírus, diz estudo dos EUA

Passenger confused
Unsplash

Rafael Ramos

4/29/2021

Algumas companhias como a Delta, JetBlue e United passaram a usar um modelo “back to front”, onde o embarque consiste em preencher as fileiras de poltronas uma a uma pela parte de trás. Um estudo publicado no jornal Royal Society Open Science na quarta-feira, 28 de abril, simulou vários tipos de processos de embarque para ver a frequência com que as pessoas mantinham contato em cada situação. A conclusão é de que o modelo adotado pode dobrar o risco de exposição ao coronavírus.

O risco também pode ser aumentado ao guardar as bagagens nos compartimentos de carga superiores, assim como se sentar nos assentos do meio, de acordo com o estudo.

As companhias aéreas passaram a usar o modelo "back to front" numa tentativa de que as pessoas pudessem evitar a passagem por outras quando ocupassem seus lugares, numa tentativa de frear ao máximo o contato, e consequente contágio, e a doença. Mas a pesquisa concluiu que esse modelo aumentou o contato entre passageiros sentados e nos corredores.


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Segundo os pesquisadores, o uso dos compartimentos superiores para guardar a bagagem de mão também pode aumentar o risco. Isso ocorre porque os passageiros se aglomeram nos corredores enquanto esperam a sua vez de manusear as bagagens.

"Nossos resultados sugerem que os novos procedimentos de embarque aumentam o risco de exposição à COVID-19 em comparação com os anteriores e são substancialmente piores do que um processo de embarque aleatório", disseram no estudo.


As companhias já estão tentando reverter isso. A JetBlue e a United abandonaram essa maneira de embarque, e a Delta está voltando ao embarque comum a partir do próximo 1º de maio.


O estudo desaconselha o uso dos assentos do meio, de modo a reduzir o contágio ainda mais.





Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.