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Virgin Orbit
Empresa poderá lançar foguetes a partir do Brasil
Boeing 747 da Virgin Orbit, que fará o lançamento
By Crishazzard - Own work, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Rafael Ramos
5/13/2021
No dia 17 de janeiro de 2021, a Virgin Orbit, startup do bilionário Richard Branson, concluiu com sucesso o seu primeiro lançamento de um foguete ao espaço a partir de um Boeing 747 em movimento. O Boeing foi chamado de Cosmic Girl e partiu da base de testes de Mojave. A ideia agora é que o avião possa decolar da base de Alcâmtara, no Brasil.
A base de Alcântara está instalada em um local estratégico do globo terrestre, de modo que, partindo dali, a energia cinética e potencial do avião lançador aliado à maior velocidade tangencial na superfície terrestre, dado que a base de Alcântara se situa próxima ao equador, contribuiria para economizar combustível do veículo espacial, resultando numa operação mais eficiente, uma vez que esta economia de combustível pode ser convertida em maior carga útil ou poderia ser usada para atingir maiores altitudes. Desse modo, o lançamento do foguete LauncherOne teria muito mais sentido em Alcântara do que em Mojave.
Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
Um local estratégico para lançamentos espaciais
Divulgação/FAB
Outras empresas foram selecionadas para realizar lançamentos de veículos espaciais não governamentais orbitais e suborbitais no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão. O anúncio foi feito pela Agência Espacial Brasileira em conjunto com a Força Aérea Brasileira, responsável pela base de Alcântara, em 28 de abril. As demais empresas (Hyperion, Orion AST e C6 Launch) estão negociando o contrato junto à aeronáutica Brasileira. Os contratos devem ser assinados até o final de 2021.
“Após a ratificação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas pelo Congresso Nacional, este é mais um grande passo histórico para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, com o objetivo de tornar o espaçoporto de Alcântara uma referência internacional, para lançamentos de vários países”, disse o presidente da AEB, Carlos Moura.
O Boeing utilizado nos lançamentos faz uso da pista de pouso e decolagem normalmente, sem qualquer necessidade de adaptação especial.
“Não há lugar melhor no planeta do que Alcântara para um local de lançamento equatorial. E com centenas de quilômetros de alcance cruzado em nossa plataforma de lançamento voadora, o potencial é ilimitado. Estamos ansiosos para trabalhar com nossos colegas da AEB e da FAB para trazer essa nova capacidade vital para Alcântara”, disse Dan Hart, CEO da Virgin Orbit.
Segundo a agência Reuters, o programa espacial brasileiro tem como intuito capturar um nicho de mercado global de serviços de lançamento espacial. Esse mercado é bastante lucrativo (estimado em 300 bilhões de dólares por ano) e o Brasil ficaria com o mercado de lançamentos de satélites pequenos, mercado este que também está em crescimento e deve alcançar os 18 bilhões de dólares até 2029.
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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