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Tensões geopolíticas
Drones espiões dos Estados Unidos poderão ser vistos voando próximos a China
MQ-4C Triton
Alex Evers, Public domain, via Wikimedia Commons
Gabriela Ramos
5/17/2021
As tensões militares entre Estados Unidos e China vem crescendo e isso pode levar os Estados Unidos a investirem em drones espiões, que poderão ser vistos nos céus próximos a China, segundo o jornal South China Morning Post.
De acordo com a Marinha dos Estados Unidos, dois drones espiões MQ-4C Triton foram transferidos de Guam para o Norte do Japão, na base de Misawa. "O Triton é um sistema de reconhecimento aéreo sem armas e não tripulado, que fornece à aliança Japão-EUA capacidades melhoradas de vigilância marítima”, afirma a Marinha norte americana.
De acordo com o jornal, os drones estão atuando em missões de vigilância em todo o território chinês, e uma das aeronaves foi avistada no mar do Sul da China acompanhando dois P-8A e três aeronaves de reconhecimento, sendo dois EP-3E e um RC-135W.
Segundo a Marinha dos EUA, "estas aeronaves dão à Marinha [dos EUA] a oportunidade de testar a capacidade em águas agitadas e com diferentes fatores ambientais".
Esses drones são capazes de voar por até 30 horas em até 17 mil metros de altitude, possibilitando ao Japão o monitoramento de grandes áreas.
Além disso, outros drones estadunidenses baseados no Japão são os Global Hawks, que desde 2014 realizam missões de espionagem à Coreia do Norte e também podem estar colhendo informações para além da fronteira norte-coreana.
Esses atos indicam que os Estados Unidos podem estar planejando investir em drones de reconhecimento a fim de aumentar sua espreita sobre a China.
Os drones são uma alternativa interessante para este fim, podendo substituir aviões de reconhecimento, já que apresentam menor custo operacional e uma maior segurança, além de serem capazes de realizar as mesmas funções, segundo o especialista militar Song Zhongping.
O Japão também tem demonstrado preocupações relacionadas a presença militar da China próxima as ilhas Senkaku, além dos navios de patrulha chineses em águas japonesas. Enquanto a China nega a soberania das ilhas japonesas, o secretário de defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin afirmou que o país norte-americano está disposto a defender as ilhas.
MQ-9 Reaper
Air National Guard, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
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Gabriela Ramos
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