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Interferência ilícita?
Autoridades pedem à ICAO investigação aprofundada sobre o incidente de Belarus
Boeing 737 da Ryanair
Domínio Público
Rafael Ramos
5/27/2021
O pouso compulsório ocorrido com o avião da Ryanair causou reações muito negativas, sobretudo pelos membros do Conselho de Segurança da ONU, que pedem uma investigação mais profunda. Na reunião de emergência convocada para esta quinta feira, esse assunto será discutido.
O embaixador da Estónia na ONU, Sven Jurgenson, garante que haverá "políticas de sanções para assegurar que as autoridades bielorrussas assumam a responsabilidade pelas suas ações". Condenava, "plenamente, esta situação" que dizia ser "mais uma tentativa, flagrante, das autoridades bielorrussas de silenciar todas as vozes da oposição".
Boeing 737-800 da Ryanair
Bene Riobó, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Outros países também são contra a ação da Bielorrússia, como França e Irlanda (Estados membros da UE atualmente no Conselho de Segurança rotativo) junto com os membros anteriores, Bélgica e Alemanha. Os atuais membros do Conselho dos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega também condenam a ação da Bielorrússia.
Os países disseram que o evento foi de "um ataque flagrante à segurança da aviação civil internacional e à segurança europeia", que mostrou "um flagrante desrespeito ao direito internacional".
Reprodução/Twitter
Em uma conferência de imprensa, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, questionava se o intuito de uma investigação é verificar o contexto da segurança da aviação e dos voos, ou de um ponto de vista puramente político?
Mas para que haja uma investigação ao nível das Nações Unidas é preciso o aval russo, que não se sabe se será obtido ou não.
O Conselho Europeu disse, nas redes sociais: "As autoridades da Bielorrússia devem revogar as recentes alterações legislativas que acrescentam medidas punitivas às restrições existentes à liberdade dos meios de comunicação/de reuniões, e libertar os jornalistas detidos".
Alexander Lukashenko, o presidente da Bielorrússia reagiu ontem, desafiando e condenando os protestos dos países ocidentais. Lukashenko continuou a afirmar que havia uma ameaça de bomba no avião, por isso o pouso. O presidente ainda diz que "malfeitores" estavam "tentando estrangular a Bielorússia". Ele também chamou Pratasevich de "terrorista" que queria incitar uma "rebelião sangrenta" no país.
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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