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Aviação Comercial / Europa

Exclusão brasileira

França vai reabrir suas fronteiras para turistas, mas não para brasileiros

Aibus A330
Air France
Aldo Bidini (GFDL 1.2), via Wikimedia Commons

Rafael Ramos

6/7/2021

O governo francês tem um plano de reabertura que foi anunciado na última sexta feira, dia 4 de junho. Seu plano inclui a reabertura para os turistas, sendo a abertura mais ambiciosa entre os países europeus.

A partir do dia 9 de junho, os turistas não residentes podem entrar no país, mas depende do seu estado de vacinação e do local de origem. Foram criadas três categorias de países com base no seu estado epidemiológico: lista verde – o mais seguro, lista laranja – o intermediário, e lista vermelha – os países mais perigosos. O modelo é semelhante ao britânico - do qual já comentamos aqui no site. No entanto, o francês é muito mais flexível.


Airbus A330 da Air France
Airwim, GFDL, via Wikimedia Commons

A lista verde é composta pelos países da União Europeia e Andorra, Vaticano, Islândia, Liechtenstein, Mônaco, Noruega, São Marino, Suíça, Austrália, Israel, Japão, Líbano, Nova Zelândia, Cingapura e Coreia do Sul. Os viajantes que chegam desses países com a imunização completa podem entrar no país sem restrições. Os que não estiverem vacinados, devem realizar um teste de PCR ou de antígeno 72 horas antes da partida.

A lista laranja cobre os demais países que não estão nem na lista verde e nem na lista vermelha. Assim, os viajantes vacinados desses países podem entrar, somente se houver um teste de PCR 72 horas antes, ou um teste de antígeno 48 horas antes. Os que não foram vacinados podem entrar na França apenas por motivos especiais, fazer teste antes de partir, fazer outro teste ao chegar e isolar-se por sete dias após a chegada na França.


Não surpreendentemente, a lista vermelha é composta por Argentina, Bahrein, Bangladesh, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Índia, Nepal, Paquistão, África do Sul, Sri Lanka, Turquia e Uruguai. Viajantes desses países só podem entrar por motivos especiais, mesmo no caso de já estarem completamente vacinados. Devem também fazer um teste antes da saída, na chegada e isolar-se por 7 dias. Caso a pessoa não seja vacinada, a quarentena obrigatória é de 10 dias e controlada pelas autoridades.


Outro ponto é que as vacinas aceitas são somente as aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos: Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson.




Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.