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Uber da aviação
Voos executivos com maior distanciamento social tornam-se opção na pandemia
Interior de um dos aviões executivos cadastrados
Divulgação/Flapper
Rafael Ramos
6/14/2021
Viajar de jato executivo compartilhado permite ao passageiro disfrutar de todo o conforto e comodidade do voo executivo e ainda manter o distanciamento social tão importante nesse período de pandemia. Essa modalidade de voo tem se tornado cada vez mais acessível, de modo que hoje é possível voar em uma aeronave VIP sem gastar rios de dinheiro.
Empresas que promovem esse tipo de transporte estão se popularizando. Em especial, a Flapper, que já cresceu bastante na pandemia. Sendo o maior empreendimento dessa modalidade no Brasil, a empresa já realizou mais 10 mil voos e transportou cerca de 40 mil passageiros desde 2016. Os voos acontecem pelo Brasil ou para o exterior.
Similar ao Uber ou a outros aplicativos de taxi, o Flapper não possui aeronaves próprias, mas fornece seus serviços por meio de aeronaves privadas ou empresas de taxi aéreo. O conceito da empresa surgiu no início dos anos 2010 e, para a surpresa de muitos, foi junto com o surgimento de apps de carros. Assim, o passageiro reserva um assento num voo agendado na plataforma.
eVTOL
Eve
image: Embraer
O app também oferece a possibilidade do fretamento de um helicóptero ou de um avião inteiro. No Brasil, há também a Fly Adam atuando nesse mesmo ramo.
“Não somos companhia aérea, nem empresa de táxi-aéreo. Somos uma empresa de tecnologia que opera no setor aéreo. Preferimos nos chamar de uma empresa de mobilidade aérea. Não possuímos frota própria e vendemos o serviço de táxi aéreo de maneira digital e compartilhada”, explicou o CEO da Flapper, Paul Malick, em entrevista ao CNN Brasil Business.
Similar aos apps de carro, o operador da aeronave cadastrada no app passa por um processo de verificação.
Na frota terceirizada da Flapper há aviões monomotores e bimotores a pistão, turboélices, jatos executivos e helicópteros. Outra coisa interessante é que os voos nessa plataforma nem sempre são para destinos que contam com voos regulares. No caso dos helicópteros, o destino pode ser um heliponto em um edifício, por exemplo.
Em comparação, um voo na ponte aérea Rio-São Paulo de jato executivo Embraer Phenom 100 pode custar 1200 reais, enquanto o mesmo voo da Azul, Gol e Latam pode chagar a 945 reais nesse mesmo trecho, porém em um avião muito mais cheio (com cerca de 100 passageiros, ante os seis da Flapper).
Com a preocupação do distanciamento social, a higiene e fatores como o trabalho remoto, muitas pessoas estão trabalhando em casas de veraneio em vez de escritórios. “Cresceu a demanda para Angra dos Reis, Paraty e Trancoso, além do turismo de vacina. Recentemente, realizamos mais de 10 voos para o Caribe e, então, para Miami”, disse Malicki.
Num futuro, provavelmente não muito distante, essa modalidade de negócio pode ter os custos operacionais mais baixos, de modo que seria mais vantajoso viajar em aviões elétricos ou eVTOLs.
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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