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Aviação Comercial / Oriente Médio

Um grande erro?

CEO da Qatar Airways diz que A380 foi um equívoco

A380
Divulgação/Airbus

Gabriela Ramos

6/14/2021

Recentemente, de acordo com o Aerotime Hub, o CEO da Qatar Airways, Akbar Al Baker, diz que está em dúvida em relação ao futuro da frota de A380 da companhia. De acordo com ele, a aeronave de luxo não tem futuro na frota da Qatar.

No webinar da Simple Flying, Al Baker comentou que a aeronave gera mais danos do que benefícios para a companhia e para o meio ambiente. “O maior erro que cometemos foi a compra dos Airbus A380. (...) Aterramos o A380 simplesmente porque não é um avião com baixo consumo de combustível”, afirmou.

Al Baker também afirmou que a companhia está dedicando um maior foco a aeronaves mais eficientes em termos de combustível, como os Airbus A350 e os Boeing 787 Dreamliners.

Segundo dados do planespotters.net, a Qatar totaliza dez A380 em sua frota, sendo que cada unidade custou US $ 445,6 milhões. Quanto aos A350 e os 787, a companhia dispõe de 53 e 47 unidades, respectivamente.

Entretanto, a Qatar afirma que, em relação ao seu plano de sustentabilidade, trocaria seus A350 e seus 787 por outras aeronaves mais eficientes em combustível e em emissão de carbono, caso “a Boeing e a Airbus apresentassem aeronaves de nova geração”.

Al Baker afirma que “a Qatar Airways investe pesadamente em aeronaves com emissões mais baixas. Não permitimos que a idade média das aeronaves exceda dez anos”.

Em 2001, o Catar realizou uma encomenda de dois A380, tornando-se o nono cliente a adquirir a aeronave. Em 2007, durante o Paris Air Show, encomendou mais três unidades da gigante aeronave, e em 2011, no Dubai Air Show, encomendou mais cinco.

O A380 é equipado com tecnologias que o fizeram ser considerado um dos melhores do mercado, como seus monitores e sistemas de gerenciamento de voo e navegação, além de seu sistema de entretenimento para passageiros a bordo. Os confortáveis assentos e os banheiros bem projetados também são destaques da aeronave.

Contudo, os anos 2000 trouxeram complicações para as operações do A380. Uma crise financeira mundial, a tragédia de 11 de setembro, a alta dos preços do petróleo, além de uma maior conscientização a respeito do meio ambiente e, agora, com uma pandemia, o A380 parece não servir mais aos propósitos das companhias aéreas.

Com a crise ocasionada pela pandemia de Covid, outras empresas aéreas também têm questionado o status dos super jumbos.

A Lufthansa, por exemplo, tirou de operação seu penúltimo A380, que partiu para o armazenamento de longo prazo em instalações em Teruel. Embora as aeronaves sejam avaliadas em US$ 100 milhões, não há compradores interessados.

A Etihad Airways também se desfez do seu último A380, que também seguiu para armazenamento de longo prazo.

Outro exemplo é a Malaysia Airlines, que está elaborando o plano de aposentadoria dos seus Super Jumbos.

Entretanto, por outro lado, a Emirates e a Qantas são duas companhias que, apesar de estarem atualmente com seus A380 fora de operação, pretendem fazer com que sua frota de A380 retorne aos céus em breve.


A380
Divulgação/Airbus








Gabriela Ramos
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