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Aviação Comercial / Europa

Medidas drásticas

Grupo Lufthansa toma decisões amargas para conter as perdas da pandemia e tentar se recuperar

Airbus A340
Lufthansa
Tiefflieger, CC BY-SA 3.0. via Wikimedia Commons

Rafael Ramos

6/16/2021

A pandemia afetou fortemente o setor de aviação, porém, pelo menos na Europa e Estados Unidos, onde a vacinação avança bastante e as medidas de lockdown foram bastante eficientes, a demanda por voos está retornando a patamares mais favoráveis para o setor.

As companhias aéreas estão mudando algumas de suas políticas para um mundo pós pandemia, como o Grupo Lufthansa, que está tomando medidas drásticas para que os efeitos econômicos negativos sejam menores e para superar a crise que já dura quase dois anos.

O grupo já apresenta melhoras tímidas na procura por viagens. Em relação à capacidade de operação, espera-se que junho seja de 30%, enquanto julho e agosto serão de 45% e 55%, respectivamente.



O programa de reestruturação agressivo da empresa espera economizar até 3,5 bilhões de euros até 2024, sendo que metade da redução de custos será ainda neste ano. A empresa apresentou três pilares para isso: redução de pessoal, simplificação das operações e a modernização da frota.

A redução de pessoal até agora foi de nada menos do que 26 mil funcionários que perderam seus postos por conta da pandemia, porém a redução ainda será maior, com mais 10 mil funcionários perdendo seus empregos. Toda essa redução irá representar 1,8 bilhão de euros nas economias da empresa.


A companhia entende por simplificação de operações o encerramento da SunExpress Deutschland, descontinuar as operações da Germanwings, assim como a redução das bases de operação e outras medidas, como otimizar sistemas e contratos.

Em modernização da frota, a empresa irá aposentar 150 de suas aeronaves até 2023 e irá aumentar sua frota com aviões mais modernos a partir e 2024. 6 aeronaves irão concentrar as operações: Boeing 747-8, 777-9, 777-300, 787-9 e Airbus A330-300 e A350-900.

A mudanças incluem a Lufthansa cargo, que irá passar a utilizar o Boeing 777F em vez do MD-11F.

A holding vai ter produtos inovadores para que a recuperação possa ser mais rápida.





Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.