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Aviação Comercial / EUA

Trégua comercial

Após 17 anos de disputa entre Boeing e Airbus, EUA e Europa suspendem tarifas por cinco anos

Divulgação/Airbus

Gabriela Ramos

6/16/2021

Após 17 anos de competição entre Boeing e Airbus, Estados Unidos e União Europeia deram fim à disputa sobre os subsídios aos fabricantes. A medida é uma tentativa de conter o avanço econômico da China, e poderá melhorar a relação entre EUA e UE.

Na ‘trégua’, as tarifas impostas serão suspensas por um período de cinco anos, e ambos os lados também publicarão declarações de “apoio aceitável” a fabricantes de aeronaves.

A representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, afirmou que a medida resolverá “um problema comercial de longa data na relação EUA-Europa. Em vez de lutar com um de nossos aliados mais próximos, estamos finalmente nos unindo contra uma ameaça comum."

Ela explicou também que se a Europa não cumprir sua parte do acordo, os Estados Unidos podem aplicar novamente as tarifas.

Recentemente, os Estados Unidos, a União Europeia e o Reino Unido já haviam concordado em suspender por quatro meses as tarifas, tendo sido o primeiro sinal de uma recuperação da parceria rompida há 17 anos em razão de descontentamentos relacionados ao apoio dos governos à Airbus e à Boeing.

Em 2004, com a União Europeia afirmando que a Boeing teria recebido do governo US$ 19 bilhões em subsídios injustos, teve início a rivalidade entre ambos. No mesmo ano, os Estados Unidos também entraram com uma ação a respeito dos subsídios da Europa à Airbus. Com o governo de Donald Trump, essa rivalidade aumenta, já que houve na época uma imposição de tarifas sobre produtos europeus e, em resposta, a União Europeia também aplicou tarifas sobre produtos americanos.

Apesar de ter chegado ao fim, pelo menos por enquanto, as disputas pelos subsídios às aeronaves, ainda existem outras questões entre EUA e UE, como a tributação de empresas de tecnologia e a disputa relacionada às tarifas sobre aço e alumínio. Contudo, como o grande objetivo em comum é conter o avanço da China, a medida já funcionará para melhorar as relações entre os dois lados.

Além disso, segundo um funcionário do governo norte americano, os Estados Unidos e a União Europeia também anunciaram a realização conjunta de um conselho que visa discutir questões de comércio e tecnologia, tendo em foco as práticas econômicas da China. De acordo com o funcionário, o objetivo é "trabalhar em conjunto para escrever as regras do caminho para a próxima geração, particularmente nas áreas de economia e tecnologias emergentes. Também temos que levar em conta o fato de que a China representa um desafio significativo em ambas as áreas".


Divulgação/Airbus








Gabriela Ramos
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