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Interceptação confusa
FAA interfere e leva a Força Aérea dos EUA a despachar seus F-22 no Pacífico
Lockheed Martin F-22, American Fighter
Domínio Público
Rafael Ramos
6/17/2021
A Marinha russa está conduzindo operações próximo da costa do Havaí. Segundo os russos, é o maior exercício no Pacífico desde a Guerra fria, sendo que envolve navios, aviões, submarinos e bombardeiros de longo alcance. Em resposta, três jatos F-22 armados com mísseis foram lançados da Base Conjunta de Pearl Harbor-Hickam (Havaí) no domingo.
Os caças mltifunção foram lançados do Havaí em resposta aos bombardeiros russos, mas as aeronaves não entraram na zona de identificação de defesa aérea e não foram interceptadas, disse a agência CBS. “O exercício foi planejado, mas foi transferido para mais perto do Havaí em resposta ao exercício russo.”
O evento ocorreu antes da reunião do presidente americano Joe Biden com o presidente russo Vladimir Putin.
O Comando Indo-Pacífico está monitorando os navios russos que operam em águas internacionais no Pacífico Ocidental. Como parte das operações diárias normais, rastreamos de perto todas as embarcações na área de operações do Indo-Pacífico por meio de aeronaves de patrulha marítima, navios de superfície e capacidades conjuntas.”, disse o capitão da Marinha Mike Kafka.
De qualquer maneira, as autoridades não revelaram o porquê dos três caças F-22 da Guarda Aérea Nacional do Havaí escalados para a patrulha aérea irregular. Dois F-22 Raptors da Base Conjunta de Pearl Harbor-Hickam foram lançados aproximadamente às 16h. Um pouco mais tarde, as 17h, um terceiro foi lançado.
Nenhum militar explica claramente o motivo do ocorrido, mas confirmam que não foi um treinamento e que foi solicitado pela FAA.
Quando questionado sobre o voo dos três aviões, O comando Indo-Pacífico dos EUA disse que houve uma solicitação da FAA para que fosse conduzida uma patrulha aérea irregular e a situação fosse resolvida, fazendo com que os caças e o avião de reabastecimento Stratotanker KC-135, saíssem da base. Mais detalhes sobre isso não foram ditos.
A FAA também foi subjetiva na resposta: “Temos uma estreita relação de trabalho com os militares”, disse o porta-voz Ian Gregor.
A revista automotiva The Drive relata que esse mistério é incomun, já que mesmo quando os bombardeiros russos se aproximam da costa dos EUA, os militares dos EUA são amplamente abertos sobre os ocorridos.
A revista especula que pode haver questões de segurança nacional envolvidas que tornariam problemática uma resposta imediata e detalhada.
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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