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Airbus desenvolve tanques de combustível para hidrogênio em seu centro de emissões zero
Divulgação/Airbus
Gabriela Ramos
6/17/2021
A Airbus criará na Alemanha, em Bremen, e na França, em Nantes, Centros de Desenvolvimento de Emissão Zero (ZEDC), dedicando esforços a um projeto complementar voltado à área metálica dos tanques de hidrogênio.
A companhia busca, com isso, alcançar custos competitivos na fabricação de tanques criogênicos para apoiar o futuro lançamento dos ZEROe, acelerando o desenvolvimento de tecnologias de propulsão a hidrogênio. O projeto e a integração das estruturas dos tanques serão importantes pilares para o desempenho de uma futura aeronave a hidrogênio.
A previsão é que os ZEDC se tornem operacionais em 2023, para construir tanques LH2 (hidrogênio líquido), e o primeiro voo de teste está previsto para 2025.
Bremen foi escolhida para receber um dos centros devido ao seu conhecido histórico de experiência em LH2. No centro da Alemanha, o ZEDC se concentrará inicialmente na instalação do sistema e nos testes criogênicos dos tanques. Este centro também irá dispor do ECOMAT, o Centro de Materiais e Tecnologias Ecoeficientes, que fornecerá um ecossistema de pesquisa de hidrogênio mais amplo.
Já Nantes foi escolhida por seu conhecimento em tecnologias de estruturas metálicas relacionadas à caixa da asa central. Em Nantes, o ZEDC irá gerenciar igualmente uma ampla gama de tecnologias compostas e de integração, além de tecnologias relacionadas à parte metálica. Além disso, Nantes também poderá oferecer uma experiência em atividades de codesign em áreas como entradas de nacelas, radomes e outras relacionadas à fuselagem. O ZEDC de Nantes contará com as habilidades do Technocentre de Nantes, apoiado pelo IRT Júlio Verne, com um inovador ecossistema local.
Na Alemanha, A Airbus irá promover colaboração entre diferentes setores para apoiar a transição geral para a propulsão a hidrogênio.
O tanque é um importante componente de segurança, e para suportá-lo é necessária uma engenharia de sistemas bastante específica. O LH2 apresenta um desafio maior em comparação ao querosene, porque para se liquefazer precisa ser armazenado a -250 graus Celsius, e é necessário que se liquefaça para aumentar a densidade. Portanto, o desafio será desenvolver um componente que possa suportar ciclos térmicos e de pressão repetidos que a aeronave exige.
O esperado é que, a curto prazo, os tanques de LH2 para aeronaves comerciais sejam metálicos, mas há a possibilidade de passar a utilizar polímero reforçado com fibra de carbono, devido ao seu alto potencial de desempenho.
Divulgação/Airbus
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Gabriela Ramos
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