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Aeroportos em concessão
Segundo o Estadão, a aviação regional e a economia poderiam melhorar
Aeroporto de Ribeirão Preto
MARCO AURÉLIO ESPARZ…, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Rafael Ramos
6/21/2021
O setor da aviação foi muito afetado do mundo todo, com perdas de até 113 bilhões de dólares durante o ano de 2020, mas em especial, no Brasil. Devido a lentidão da imunização, o setor ainda amarga perdas, mas a aposta para uma recuperação é grande.
O setor cargueiro, muito importante durante a pandemia, teve um crescimento de 12% em abril, em comparação com o mesmo mês de 2019. O restante do setor de aviação no Brasil tem recuperação total estimada para os próximos dois a três anos, segundo dados do Conselho de Turismo da Fecomercio.
Passenger confused
Unsplash
Entretanto, já existem muitas iniciativas para reduzir as perdas. As companhias aéreas seguem fazendo seus movimentos para continuar na ativa, como a recente aquisição da MAP pelo Gol, ampliação de operações ou melhorias na infraestrutura, inclusive, dos aeroportos. Há também bastante investimento em tecnologias que estimulam o distanciamento físico e a automação de serviços.
Sesse sentido, o governo do Estado de São Paulo anunciou que vai promover o leilão de 22 aeroportos do estado. Os leilões acontecerão dia 15 de julho e envolvem aeroportos do bloco Noroeste (São José do Rio Preto, Andradina< tupã, Dracena, Assis, Barretos, Presidente Prudente, Presidente Epitácio, Araçatuba, Penápolis e Votuporanga) e Sudeste (ribeirão Preto, Araraquara, Sorocaba, Avaré-Arandu, Franca, Marília, São Carlos, São Manuel, Registro, Guaratinguetá e Bauru-Arealva).
Seis aeroportos dessa lista já possuem serviços de aviação comercial, sendo que outros têm potencial para novas rotas. O movimento nesses aeroportos é de cerca de 2,5 milhões de passageiros ao ano e a previsão do estado é de que esse número triplique ao longo dos 30 anos de concessão previstos.
Gráfico mostrando melhora na qualidade dos serviços de aeroportos em concessão (linha azul)
SNAC/MTPA (2018)
Outro ponto é que o investimento nos aeroportos será de 450 milhões de reais, que supostamente seria usado na modernização e outras melhorias nos aeroportos. Todo esse investimento, supostamente, geraria mais empregos nos entornos dos aeroportos também, uma vez que iria necessitar da criação de postos de serviços, bancos, restaurantes, lojas, casas de câmbio, ponto de táxi, serviço de aluguel de carros, entre outros.
O governo de São Paulo está usando um modelo de concessões que vem sendo adotado pelo governo federal também, que, por sua vez, prepara mais leilões de aeroportos federais. Um estudo, publicado pela Universidade de Brasília, mostra a percepção de que os serviços melhoram quando em concessão.
No entanto, as concessões precisam ser feitas com muita cautela, uma vez que os ativos do estado podem se desvalorizar. Também deve ser observado se os licitantes estão cumprindo todos os termos previstos no acordo.
Esses estudos mostram que a aviação regional poderia dar um salto, tanto em qualidade quanto em quantidade, assim como melhorias na economia regional rem geral. Mas isso é na teoria. Será que na prática funcionaria assim?
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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