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Aviação Geral / Brasil

Fabricantes brasileiras

Você sabia que a indústria brasileira de aeronaves vai além da Embraer?

ACS-100 Sora
Léo Andrade, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Gabriela Ramos

6/24/2021

A Embraer é a terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo e os seus excelentes resultados no mercado internacional já são do conhecimento de todos. No entanto, o que nem todos sabem é que ela não é a única fabricante brasileira do setor. No Brasil, existe uma série de outras empresas que produzem todo tipo de aeronave: helicópteros, drones, dirigíveis, etc.

Entre elas, está a Paradise Indústria Aeronáutica, fundada em 2001, com sede em Feira de Santana, na Bahia, que fabrica aviões experimentais. Em 2010, recebeu nos Estados Unidos o prêmio de melhor empresa aérea do ano. A Paradise possui uma relação de proximidade com o setor de aviação privada dos EUA e sua frota dispõe de cinco tipos de ultraleves: Eagle, P1, P1 NG, P2-S e P-4.

Ao lado da Embraer e da Paradise, também está a Octans Aircraft, fundada em 2002 e localizada em São João da Boa Vista, em São Paulo. Até 2016, a empresa também produzia aeronaves experimentais, tendo entregado o total de 240 aviões. Em 2015, deixou o ramo e passou a desenvolver o Cygnus, um avião monomotor de até cinco lugares. Em janeiro de 2020 o primeiro protótipo voou pela primeira vez e a companhia espera que até o fim deste ano a campanha de testes de certificação sejam concluídos e que as primeiras entregas tenham início.

Uma outra fabricante brasileira de aeronaves experimentais é a ACS Aviation, fundada em 2006, com sede em São José dos Campos, em São Paulo. A ACS oferece aeronaves com performances acrobáticas e seu principal produto hoje é o monomotor Sora-100 de dois lugares. Além disso, a empresa também fabrica peças para o mercado aeroespacial e presta serviços de engenharia. A ACS também é a responsável pelo primeiro avião com motor elétrico fabricado no Brasil, o Sora-E, o que lhe deu bastante visibilidade em 2015, quando a aeronave realizou seu primeiro voo. Assim como a Embraer, a ACS também está desenvolvendo um “carro voador”, o Z-300 EVTOL.

Outra brasileira fabricante de aviões é a Scoda Aeronáutica. Fundada em 1997 por Rodrigo Scoda, piloto e engenheiro aeronáutico, a empresa se localiza em Ipeúna, no interior de São Paulo, e sua produção é focada na aeronave anfíbia Super Petrel LS, que é uma versão atualizada do avião francês Hydroplum II.

Além disso, o Brasil também abriga fabricantes de drones, helicópteros e dirigíveis. No mercado de drones, se destaca a Stella Tecnologia, fundada em 2015 e sediada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e é uma empresa estratégica de defesa no país. Em 2020 apresentou seu primeiro sistema aéreo não tripulado, o drone militar Atobá. O Atobá possui 11 metros de envergadura e pesa 500 kg, o que o torna o maior veículo aéreo não tripulado já desenvolvido no Hemisfério Sul. O drone, projetado para missões de vigilância, conta com poderosas câmeras e sensores de busca e é capaz de voar durante 28 horas seguidas.

Quanto aos dirigíveis, a Airship do Brasil foi a empresa responsável por colocar o Brasil no restrito grupo de países fabricantes de dirigíveis, ao lado da França, da Alemanha, do Reino Unido, dos Estados Unidos e da China. Fundada em 2005 em São Carlos, no estado de São Paulo, seus primeiros produtos foram dirigíveis não tripulados controlados via rádio, os ADB-1 e ADB-2, que foram testados em 2009. Dirigíveis são utilizados ainda hoje como meio de transporte, transporte de carga, publicidade, etc. A empresa também foi responsável pelo desenvolvimento de balões cativos de vigilância.

Já no mercado de helicópteros, a Helibras se destaca, já que é a principal fornecedora de helicópteros para as Forças Armadas do Brasil. Fundada em 1978 e atualmente sediada em Itajubá, Minas Gerais, é uma subsidiária da Airbus Helicopters. Como a Embraer e a Stella Tecnologia, é uma empresa estratégica de defesa do Brasil, além de também ser significativamente presente no mercado nacional de helicópteros de uso civil. Em seus primeiros anos de operação, quando o governo brasileiro decidiu ter uma indústria nacional de helicópteros, a sede era no Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos, no estado de São Paulo e, em 1980, se mudou para Minas Gerais, onde opera até hoje. A Helibras surgiu a partir de uma parceria entre a extinta empresa francesa Aerospatiale, o Governo do Estado de Minas Gerais e a Aerofoto Cruzeiro.


ACS-100 Sora
aeroprints.com, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons








Gabriela Ramos
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