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Aviação Comercial / África

Paralisação das operações

Após anúncio de renacionalização, Cabo Verde Airlines vai suspender voos por 14 dias

Boeing 757-200 da Cabo Verde Airlines
By Anna Zvereva from Tallinn, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Rafael Ramos

6/28/2021

Neste sábado (26), a empresa Cabo Verde Airlines suspendeu a venda de bilhetes e os voos por 14 dias (e não 30, como havia anunciado anteriormente). As operações estão suspensas até o dia 2 de julho por causa da intenção de renacionalização da companhia.

A decisão de nacionalização, porém, não soou bem ao diretor executivo da empresa, Erlendur Svavarsson. "É com surpresa e apreensão que a administração da CVA assiste, paralelamente, às ações do Estado de Cabo Verde, como acionista minoritário, ameaçando nacionalizar, à tentativa de apreensão de bens de terceiros que não têm dívidas com a companhia aérea ou do Estado", disse o diretor executivo da companhia, Erlendur Svavarsson, em um comunicado no sábado.

E continuou: Devo manifestar a minha decepção com a decisão do Governo de tentar prender a aeronave na ilha do Sal, o que impede a empresa de retomar as operações conforme planeado. Após 15 meses de preparação [período de suspensão de voos da CVA devido à pandemia de covid-19], investimento numa nova plataforma de reservas, formação de pessoal e divulgação de horários e destinos, a empresa está pronta para voar. Mas somos impedidos de fazê-lo, totalmente com base na intervenção do Governo".


Gary Loparter/Unsplash

O Governo cabo-verdiano anunciou na sexta-feira a reversão de 51% das ações da CVA vendidas à islandesa Loftleidir em 2019, justificando que em causa está o interesse público estratégico e a segurança nacional.

Ainda segundo a imprensa local, o Estado cabo-verdiano fez um pedido de arresto do Boeing 757-200 da Loftleidir alugado pela CVA, por supostas dívidas da companhia.

“A apreensão da aeronave não só impede a operação como obrigou o proprietário da aeronave a exigir o cancelamento da matrícula da aeronave no registo cabo-verdiano. Esta aeronave alugada, que nunca foi propriedade da CVA, não estará, portanto, disponível para quaisquer voos futuros da companhia aérea, independentemente da futura titularidade das ações da companhia aérea”.







Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.