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Red Flag
Pela primeira vez, o F-35A está cumprindo o papel de agressor em exercícios
F-35
U.S. Air Force photo by Master Sgt. Donald R. Allen, Public domain, via Wikimedia Commons
Gabriela Ramos
8/6/2021
Com o exercício Red Flag 21-3 em andamento na Base Aérea de Nellis, os F-22 Raptor e os F-35 Lightning II têm voado como adversários e este último tem desempenhado, pela primeira vez, o papel de agressor, de acordo com artigo da Tech. Sgt. Robert Hicks, Base Conjunta Langley-Eustis. O Red Flag inclui um espaço aéreo expandido, uma ameaça superfície-ar avançada e ameaças ar-ar de ponta e, com os caças atuando dessa maneira, o exercício visa criar um desafio maior para a Força Conjunta.
O tenente-coronel Evan Parr, diretor de operações do 27º Esquadrão de Caça, afirmou: “O treinamento neste ambiente é muito benéfico para nossa equipe. Quando treinamos em casa, lutamos contra uma mistura de F-22s e T-38 Talons como nossos adversários. Aqui, podemos treinar contra várias ameaças de ponta em conjunto com os F-16s do 64º Aggressor Squadron (AGRS), cuja missão principal é estudar as manobras e técnicas de nossos adversários e usá-las contra nós”.
O 64º AGRS Airmen passa por um processo de certificação para obter uma compreensão abrangente a respeito dos adversários dos Estados Unidos e suas táticas. Essa preparação garante que, nos testes, os agressores possam oferecer uma ameaça desafiadora e realista para maximizar o treinamento.
“Somos especialistas no assunto quando se trata de nossas forças aéreas inimigas”, disse o tenente-coronel Chris Finkenstadt, comandante do 64º AGRS. “Com base em nosso foco em competição de grande potência, precisamos ter certeza de que o ar azul está pronto, e fazemos isso apresentando a melhor atmosfera possível que podemos.”
Além disso, ao lado do 64º AGRS, o 414º Esquadrão de Treinamento de Combate auxilia a tornar também o emprego ar-solo mais desafiador com áreas-alvo complexas e técnicas de camuflagem e ocultação.
Parr afirma que o “o objetivo do Red Flag é desafiar, interromper e, se possível, negar nossa comunicação e interoperabilidade. Eles forçam os erros e punem os erros. Ficamos melhores trabalhando com esses problemas no ar e à medida que avaliamos cada luta”.
A atuação do F-35 como agressor poderá ser o primeiro passo para a reativação do 65º AGRS, que havia sido desativado em setembro de 2014 e anteriormente voava com aeronaves F-15 Eagle. A reativação já está em curso e, além da reativação, a USAF também está movendo 11 F-35A Lightning II para Nellis como parte de uma iniciativa maior para melhorar o treinamento caças de quinta geração.
Esta ação veio como consequência da recomendação do general Mike Holmes, ex-comandante do Comando de Combate Aéreo, que sugeriu o aperfeiçoamento do treinamento a fim de desenvolver táticas de caça de quinta geração e apoio aéreo aproximado, adicionando o F-35 para complementar a aeronave de quarta geração atualmente em uso.
A USAF decidiu, então, criar um Aggressor Squadron de quinta geração na Base Aérea de Nellis e transferir para lá nove F-35A sem capacidade de combate da Base Aérea de Eglin, que só serão transferidas depois que as aeronaves recém-produzidas cheguem à Base Aérea de Eglin para substituí-las. As novas aeronaves deverão chegar à Base Aérea de Nellis em 2022.
Além disso, também serão transferidos dois F-35A da Base Aérea de Edwards para a Base Aérea de Nellis, para integrar o 24º Esquadrão de Apoio Aéreo Tático (TASS). A principal função do TASS é realizar o treinamento de apoio aéreo aproximado. A transferência da Edwards para a Nellis permitirá um treinamento adicional para os F-35A.
F-22A
F-22_Raptor.JPG: Master Sgt. Andy Dunaway, Public domain, via Wikimedia Commons
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Gabriela Ramos
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