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Controle remoto
Possível versão biplace do caça Sukhoi SU-57 comandaria operações com drones da força aérea russa
Sukhoi Su-57
Anna Zvereva, CC BY-SA 2.0 , via Wikimedia Commons
Sukhoi Su-57
Anna Zvereva, CC BY-SA 2.0 , via Wikimedia Commons
Rafael Ramos
8/9/2021
Segundo informações de uma fonte anônima publicada semana passada na TASS, agência de mídia russa, o caça Sukhoi Su-57 pode receber uma versão de dois lugares que poderia ser usada para controlar diversos drones de combate. A informação, no entanto, não pode ser confirmada oficialmente pela agência.
Caças com a configuração de dois lugares tendem a possuir maior peso e, consequentemente, serem menos ágeis. No entanto, são os favoritos quando o assunto é treinamento, uma vez que o instrutor poderia voar junto. O Su-57 não seria diferente. Caso tivesse dois lugares, poderia ser usado em treinamentos. E para realizar voos longos.
Mas o principal motivo seria que, em combate, um oficial de sistemas de armas que se sente no banco de trás poderia operar sistemas de guerra eletrônicos, sensores, armamentos e cargas, enquanto o piloto ficaria focado em voar.
Sukhoi Su-57
Anna Zvereva, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
Em 2018, a Sukhoi já teria desenvolvido uma versão de dois lugares para o jato na Índia, mas Nova Delhi desistiu do projeto.
Hoje em dia, não existe nenhum caça stealth de dois lugares, já que os caças de dois lugares tendem a ter um design que não favorece a característica stealth. Porém, rumores de que a China estaria desenvolvendo uma versão do Chengdu J-20 de dois lugares circulam o meio militar. O Su-57 teria que ser redesenhado, de forma a não perder a sua furtividade.
O drone furtivo Okhotnik-B poderá ser feito de modo a ser operado em conjunto com o avião em combates. O drone, também chamado de S-70, fez seu primeiro voo em agosto de 2019, sendo que, no mesmo ano, voou em conjunto com o Su-57.
Drone Sukhoi S-70
Geektrooper2, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Esse esquema de combate com drones está se tornando padrão no que diz respeito à forças aéreas com caças da próxima geração, como o Tempest do Reino Unido, o FCAS franco-alemão e os dois programas NGAD dos EUA.
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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