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Obrigatório ou não?
Empresas aéreas divergem se devem ou não forçar a vacinação contra a covid-19 para os funcionários
Covid vaccine
Daniel Schludi/Unsplash
Rafael Ramos
8/19/2021
As companhias aéreas dos Estados Unidos estão com cada vez mais divergências estre si ao decidir se os funcionários devem ser obrigados a tomar a vacina contra a covid-19, ainda mais agora, com a ameaça da variante delta cada vez mais presente.
A demanda do setor aéreo estava, aos poucos, retornando ao que era antes da pandemia. Com o recente avanço nos casos, internações e mortes, a luz amarela se acende.
Muitas das grandes empresas dos Estados Unidos determinaram vacinas da Covid obrigatórias para alguns ou todos os seus funcionários.
A United Airlines e a Hawaiian Airlines disseram neste mês que seus funcionários nos EUA, um total de 73.000 pessoas, devem ser vacinados contra o coronavírus. Por sua vez, a Alaska Airlines disse que está considerando um mandato semelhante para seus cerca de 20.000 funcionários se a Food and Drug Administration (FDA, como a ANVISA do Brasil) der a aprovação total de uma das vacinas, o que deve acontecer nas próximas semanas.
Outros nomes, no entanto, como Delta Airlines, American Airlines, Southwest Airlines e JetBlue Airways dizem encorajar os funcionários a se imunizarem, porém não é uma exigência. A Delta Airlines, diferentemente das outras, exige que os novos funcionários sejam vacinados.
Porém os sindicatos das empresas diz que a vacinação deve permanecer de forma não obrigatória. Uma obrigatoriedade dessa ordem “poderia colocar uma companhia aérea em desacordo com seus sindicatos”, disse Ben Baldanza, ex-CEO da Spirit Airlines.
O desafio, no entanto, é que empresas aéreas que tiverem casos de covid podem ter a confiabilidade afetada já em um momento delicado como este.
A Allied Pilots Association representa cerca de 15.000 pilotos da American Airlines e fez um aviso alarmante na quinta-feira: os casos semanais de Covid-19 atingiram um "recorde histórico" entre os pilotos, subindo para 36 na primeira semana de agosto, o dobro do número de três semanas antes. Além do mais, só no dia 12 de agosto, cinco pilotos foram hospitalizados por causa da covid-19, sendo que nenhum deles havia tomado a vacina contra o vírus.
Há muitos temores sobre os efeitos colaterais que as vacinas supostamente causariam, principalmente alguns pilotos que pensam que poderiam ficar incapazes de voar. O infectologista Anthony Fauci, Diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, por sua vez, afirmou que todos os possíveis efeitos colaterais da vacina viriam em, no máximo, dois meses.
Como a vacinação já se iniciou há mais de dois meses, esses seriam temores infundados.
O CEO da Delta Airlines, Ed Bastian, afirmou que tornar as vacinas obrigatórias provavelmente não iria aumentar a taxa e funcionários vacinados, pois 75% dos funcionários da companhia já estão vacinados e que, 5 a 10% dos funcionários teriam uma isenção para não tomarem a vacina, seja ela religiosa ou médica.
O Texto contém informações da CNBC.
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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