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Caos em Cabul
Companhias aéreas comerciais dos Estados Unidos serão obrigadas a ajudar a evacuação de afegãos
Kabul Mohammad Rahmani/Unsplash
Gabriela Ramos
8/23/2021
No último domingo, 22 de agosto, as principais companhias aéreas comerciais dos Estados Unidos foram convocadas para ajudar na evacuação de pessoas em Cabul, junto às aeronaves cargueiras militares, que tem realizado tal serviço desde a tomada do poder pelo Talibã. Serão utilizadas dezoito aeronaves civis da American Airlines, Atlas, Delta, Omni, Hawaiian e United.
A Frota Aérea da Reserva Civil (CRAF), que quase nunca é utilizada, foi acionada para realizar o traslado das pessoas resgatadas. O CRAF só foi anteriormente utilizado em outras duas situações: transporte de tropas na Guerra do Golfo, de 1990 a 1991, e na invasão do Iraque, entre 2002 e 2003.
Um comunicado do Pentágono afirmou que "a habilidade do Departamento da Defesa para projetar forças militares está indissociavelmente ligada à indústria comercial, que proporciona uma capacidade de transporte crítica, assim como redes globais para satisfazer as necessidades diárias e de contingência".
As pessoas serão levadas das bases americanas no Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos para países europeus e para os Estados Unidos.
O prazo estabelecido para a evacuação de afegãos e estrangeiros é até 31 de agosto. O presidente Joe Biden, fortemente criticado após a retirada das tropas do país, afirma que serão resgatados 15 mil americanos e que se pretende retirar ao menos 50 mil aliados afegãos do país, onde há milhares de soldados americanos administrando o aeroporto de Cabul.
Biden afirma que tal operação é perigosa, e alerta os cidadãos americanos a se manterem longe do aeroporto devido a “ameaças à segurança”.
Desde 14 de agosto, quando a operação teve início, já foram retiradas do país 17 mil pessoas, entre as quais 2.500 eram americanos. A maioria delas voou primeiro com destino ao Catar ou Kuwait.
Arkin Si/Unsplash
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Gabriela Ramos
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