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Aviação Comercial / Europa

Retomada

Ryanair precisa de um plano de recuperação do governo irlandês para atingir seu número planejado de passageiros


Rafael Ramos

9/16/2021

O CEO da empresa irlandesa Ryanair, Michael O'Leary, disse que o país precisa de um plano de recuperação da aviação, uma vez que parece que a companhia não está se recuperando da crise tão bem quanto outras europeias.

O CEO é favorável quando se fala em ajudas governamentais no setor. “Precisamos que o governo tome uma decisão”, disse ele. Ainda não há um plano de recuperação da aviação na Irlanda.

"Enquanto isso, Espanha, Portugal, Itália estão todos lá fora com planos de recuperação, reduzindo impostos sobre a aviação", disse ele.

O CEO diz que o país precisa ser competitivo nesse ponto, uma vez que a companhia tem capacidade de capturar uma parte desse crescimento pós-pandemia. A empresa pode crescer junto com o país. Também disse que a empresa pode se mudar para outro país, caso a Irlanda não diminua os impostos.

A Ryanair está fazendo negócios com descontos em aeroportos e recebendo incentivos para a recuperação e crescimento em toda a Europa, mas não na Irlanda. O Apelo do CEO vai nesse sentido.

A empresa vem experimentando um crescimento grande nos últimos 30 anos, porém estes últimos 18 meses da empresa têm sido os piores de sua história Devido a isso, os empregos, que foram mantidos, tiveram cortes salariais.

O apelo chega em um momento em que o conselho da companhia aérea aprovou um plano de crescimento revisado, onde prevê transportar 225 milhões de passageiros até 2026, o que representa não só uma retomada, mas um crescimento de quase 50% em relação aos níveis pré-pandêmicos.

O executivo justificou esse número com a compra das 210 novas aeronaves Boeing 737 MAX, das quais 12 já chegaram. A entrega de todas as unidades está prevista para os próximos cinco anos. A companhia esperava transportar 200 milhões de passageiros já em 2024, mas essa previsão foi afetada pelo fato do Boeing 737 MAX ficar parado e as entregas do avião ficarem em atraso.

“Apenas a Ryanair usou esta crise para fazer pedidos de aeronaves significativamente maiores, para expandir nossas parcerias com aeroportos e para garantir custos operacionais mais baixos para que possamos repassar tarifas ainda mais baixas para nossos clientes”.

As informações são da entrevista do CEO para a RTE.


Boeing 737-800 da Ryanair
Bene Riobó, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons








Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.