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Uso do SAF pode diminuir custos operacionais da aviação
Ken Yam/Unsplah
Rafael Ramos
12/9/2021
De acordo com o Marco Legal para Combustíveis Avançados, o Projeto de Lei nº 1873/21, o Brasil precisa produzir Combustível Sustentával de Aviação (SAF). O secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, participou de uma reunião sobre o a descarbonização e a redução do preço do setor aéreo nesta quarta-feira (8), na Comissão de minas e Energia da Casa e concluiu que a produção e uso do SAF pode deixar o custo operacional da aviação menor.
O combustível atualmente usado é importado e pode representar entre 30% a 40% dos custos operacionais das companhias aéreas. O preço do querosene de aviação (QAV) tem pesado muito para as empresas – e para o preço das passagens. O querosene de aviação tem o seu preço atrelado ao dólar americano, o que contribui para o seu preço alto.
No entanto, a surpresa: a gasolina que usamos nos carros está muito mais cara que o QAV (em média, 67%). Em outubro, o litro do QAV (querosene de aviação) estava em média R$ 3,787, enquanto o da gasolina comum custava R$ 6,341 na bomba, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Apesar disso, o QAV, de janeiro a outubro, registrou um aumento acumulado de 71,1%. O aumento é bem maior do que o registrado pela gasolina: 44,8%.
“O Brasil tem um dos combustíveis mais caros do planeta, com impacto direto nos custos da aviação e, obviamente, nos custos e nos preços que chegam ao consumidor. Eles têm subido em disparada ao longo deste ano, até aqui”, segundo Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
O preço do QAV pago pelas empresas incorpora os custos da Petrobras (74%), das distribuidoras (5%), de importação (4%) e do aeroporto (1%), além de 13% de ICMS e 3% de PIS/Cofins.
O SAF poderia ser bom para atingir a meta de emissão zero de CO2 até 2050 e, de quebra, ser vantajoso do ponto de vista econômico. No entanto, atualmente, o uso de SAF corresponde a apenas 1% do total de combustível de aviação e custam quase o triplo dos combustíveis fósseis.
“Como o combustível (SAF) não existe para produção em escala hoje, nos preocupa a relação de oferta e demanda desse combustível, que pode fazer com que os preços sejam muito altos e impraticáveis para o setor. Então, é muito importante que a lei preveja mecanismos que empoderem o CNPE e as agências reguladoras (ANP e Anac) para neutralizar esses problemas”, disse Glanzmann.
Ross Parmly/Unsplash
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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