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Tecnologia Aeronáutica / Europa

Sustentabilidade

Airbus usará o A380 para motores com propulsão de hidrogênio

Airbus A380
Image: Airbus

Rafael Ramos

2/22/0222

Durante um evento hoje, 22, a Airbus anunciou sua parceria com a CFM international para o fornecimento de motores movidos a hidrogênio. Com o intuito de testes, o voo movido a hidrogênio deverá ser realizado pelo A380 para acelerar a entrada em serviço de uma aeronave com zero emissões líquidas até 2035.

O grande A380-800 será equipado com tanques de hidrogênio líquido em seu interior. Os tanques deverão ser capazes de manter o combustível a temperaturas de -250 °C e altas pressões. O hidrogênio, por ser muito volátil, poderia causar um acidente de grandes proporções caso houvesse algum vazamento.

"Este é o passo mais significativo na Airbus para inaugurar uma nova era de voo movido a hidrogênio desde a revelação de nossos conceitos ZEROe. (...) Essa parceria envia uma mensagem clara de que nossa indústria está comprometida em tornar realidade o voo de emissão zero”, diz a diretora técnica da Airbus, Sabine Klauke.

A CFM será responsável por modificar nos motores turbofan GE Passport os sistemas do motor, como o sistema de combustível, de combustão e de controle. O motor será montado ao longo da fuselagem traseira a a fim de poder monitorar as emissões.

Apesar disso, a Airbus ainda definirá os requisitos do sistema de propulsão, além de supervisionar os testes de voo, que devem ser realizados ainda nesta década. Antes dos testes de voo, extensos testes de solo devem acontecer.

“O A380 MSN1 é uma excelente plataforma de laboratório de voo para novas tecnologias de hidrogênio. É uma plataforma segura e confiável que é altamente versátil para testar uma ampla gama de tecnologias de emissão zero. Além disso, a plataforma pode acomodar confortavelmente a grande instrumentação de teste de voo que será necessária para analisar o desempenho do hidrogênio no sistema de propulsão de hidrogênio”, disse Mathias Andriamisaina, líder do projeto ZEROe.


Airbus A380
Image: Airbus

Como vantagem, a queima do combustível gera apenas água como subproduto. Além disso, pode ser mais prático, uma vez que é mais rápido do que aviões elétricos para ser “reabastecido”.

"A capacidade de combustão de hidrogênio é uma das tecnologias fundamentais que estamos desenvolvendo e amadurecendo. (...) Realmente temos a equipe dos sonhos no local para demonstrar com sucesso um sistema de propulsão de hidrogênio”, segundo o presidente e CEO da CFM, Gaël Méheust.

Image: Airbus






Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.