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Aviação Militar / Rússia

Operação Militar Especial

Rússia inicia invasão da Ucrânia sob sanções econômicas de outros países

Sukhoi Su-35
Por Rob Schleiffert - Su-35, CC BY-SA 2.0
Su-35
Por Aleksandr Markin - Su-35 in flight., CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Rafael Ramos

2/24/2022

Após uma longa tensão para uma invasão russa na Ucrânia, a operação começou na madrugada de hoje (24), com presença militar no Donbass. Houve registro de explosões em Kiev, capital do país, e em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana.

Uma agência de notícias russa disse que os ataques russos têm como alvo a infraestrutura militar, incluindo bases aéreas e defesas, bem como bases navais.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou o rompimento de laços diplomáticos com a Rússia e a adotou a lei marcial em todo o território ucraniano. A lei consiste na adoção das leis militares, ao invés das civis.

"Estamos introduzindo a lei marcial em todo o território do nosso país. Há um minuto, tive uma conversa com o presidente Biden. Os EUA já começaram a unir o apoio internacional. Hoje cada um de vocês deve manter a calma. Fique em casa se puder. Nós estamos trabalhando. O exército está trabalhando. Todo o setor de defesa e segurança está funcionando. Sem pânico. Nós somos fortes. Estamos prontos para tudo. Vamos vencer todos porque somos a Ucrânia", disse o presidente ucraniano em comunicado.

A Rússia diz que a operação militar contra a Ucrânia durará o tempo que for necessário. Segundo o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, Moscou quer um "status neutro" à Ucrânia, além de sua desmilitarização e a eliminação do que chamou de nazistas do país.

Quanto às sanções que foram impostas à Rússia por diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha e França, Peskov disse que a Rússia está preparada para enfrentar o problema e que logo a reação emocional do mercado financeiro deve se estabilizar. Além disso, o ministério das Relações Exteriores russas afirmou que haverá uma resposta forte e dolorosa para os Estados Unidos.

O presidente russo, Vladimir Putin, falou em cadeia nacional sobre o que chamou de operação militar especial na ucrânia. “Tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial. Nossa análise concluiu que nosso confronto com essas forças [ucranianas] é inevitável. Algumas palavras para aqueles que seriam tentados a intervir: a Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história".

Para a Rússia, a entrada da Ucrânia na OTAN é uma ameaça de segurança. O presidente russo quer uma declaração formal de que a Ucrânia não vai fazer parte da aliança militar. A Rússia está com mais de 150 mil soldados, tanques e mísseis posicionados na fronteira com a Ucrânia.

Putin diz que a Rússia não vai ceder em suas exigências na crise, já que, para ele, os interesses e a segurança dos cidadãos russos não são negociáveis. Mesmo assim, ele diz que a Rússia está aberta a um diálogo para encontrar soluções diplomáticas aos problemas mais complexos.

Helicópteros de ataque russos KA-50 foram filmados sobre a Crimeia, num voo baixo e agressivo.

Veja, no vídeo abaixo, mísseis russos atacando a Ucrânia.


Su-35
Image: OTAN


Ukraine being attacked
Image: Ukraine






Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.