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Aviação Comercial / Europa

Caso TAP

David Neeleman nega ter superfaturado aviões da TAP

Airbus A319
CC BY-SA 4.0, via wikimedia commons

Rafael Ramos

3/13/2023

Acusações recentes mostram que supostamente a Airbus financiou a compra da TAP por David Neeleman e um sócio português. Assim, a aquisição da companhia seria possível naquele momento, mas, para isso, Neeleman fecharia um contrato para comprar as aeronaves da Airbus acima do valor de mercado num pedido feito em 2015.

Promotores no mês passado disseram que estavam investigando o complexo contrato de leasing dos aviões e sugestões de que Neeleman tinha comprado ações da TAP com dinheiro da empresa.

Neeleman, magnata da aviação americano-brasileiro, nega que tenha pago mais do que o preço de mercado pelos aviões.

Quando Neeleman e o Grupo Gateway assumiram, a TAP tinha um acordo para 12 aeronaves Airbus A350, que Neeleman disse que a companhia aérea não podia pagar. No entanto, a TAP substituiu o contrato de leasing por uma encomenda de 53 aeronaves da série neo. Neeleman disse que isso foi crucial para salvar a companhia da falência.

"Também é completamente absurdo dizer que as ações da TAP foram compradas com fundos da Airbus ou com os fluxos de caixa futuros da TAP", disse Neeleman.

Além disso, Neeleman disse que a Atlantic Gateway injetou fundos próprios na TAP e tinha conseguido um empréstimo de 90 milhões de euros da Azul, aérea brasileira fundada por Neeleman.



Image: Azul








Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.