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Aviação Comercial /

Demanda esfriando

Mercado de carga passará por dificuldades em 2023, diz IATA; Atlas Air diz que faltam aviões

Boeing 747
Khoshhat, CC BY-SA 4.0, via wikimedia commons

Rafael Ramos

3/17/2023

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) divulgou estatísticas do mercado de carga aérea mostrando que houve uma desaceleração do mercado de carga no início de 2023, uma vez que as incertezas econômicas continuam.

”Com a queda de 14,9% da demanda de carga em janeiro e o aumento de 3,9% da capacidade, 2023 começou apresentando algumas condições comerciais desafiadoras, além das incertezas persistentes, incluindo a guerra na Ucrânia, inflação e escassez de mão de obra. Mas há espaço para otimismo cauteloso sobre a carga aérea. Os rendimentos permanecem maiores do que antes da pandemia. E a mudança rápida da China, relaxando sua política de zero COVID, está estabilizando as condições de produção no maior mercado de origem de carga aérea. Isso dará o impulso tão necessário na demanda, enquanto as empresas aumentam sua conexão com a China”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.

Os CEOs de operadoras de carga aérea transmitiram uma perspectiva otimista para 2023, apesar dos desafios. No entanto, eles reconheceram que o ano provavelmente não apresentará os mesmos resultados robustos que em 2021 e 2022.



The last Boeing 747-8F
Image: Boeing

Segundo a IATA, a receita de carga aérea esperada para o ano de 2023 é de cerca de US$ 150 bilhões, ante cerca de US$ 200 bilhões em 2022, Além disso, a participação da carga aérea na receita total diminui ainda mais, para cerca de 20%. Apesar disso, a IATA afirma que a receita de carga em 2023 ainda será cerca de 50% superior ao patamar visto em 2019. Andrew Matters, chefe de análise de políticas da IATA, explicou que os rendimentos de carga cresceram 52,5% em 2020, 24,2% em 2021 e 7,2% em 2022. Esses níveis não são sustentáveis.

O diretor comercial da Atlas Air, Michael Steen, disse que o mercado de carga aérea sofrerá com a falta de aviões cargueiros de grande porte. Isso acontece porque cerca de 120 cargueiros de fuselagem larga estão prestes a se aposentar.

Além disso, o acordo de emissões da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) causará o fim da produção dos cargueiros Boeing 777F e 767F, que não se adequam por serem projetos antigos. O acordo entrará em vigor a partir de 2027.

As conversões de aeronaves de passageiros para cargueiros não serão suficientes para atender ao mercado.

Source: IATA Economics






Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.