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Se sentindo prejudicadas
Companhias aéreas dos EUA buscam restringir concorrentes asiáticos, incluindo China e Índia
Airbus A350-900 CC BY-SA 4.0,via wikimedia commons
Rafael Ramos
3/20/2023
Desde o início da guerra na Ucrânia, os países ocidentais impuseram uma série de restrições à Rússia, incluindo o fato de não permitirem o uso de seu espaço aéreo por aeronaves russas. Como consequência, a Rússia também fechou seu espaço aéreo para voos ocidentais, fazendo com que as companhias tenham que dar grandes voltas para chegarem em destinos na Ásia.
Os EUA querem que as companhias Asiáticas e do Oriente Médio sejam obrigadas a não poder mais utilizar o espaço aéreo russo, uma vez que continuam a manter relações diplomáticas com a Rússia e usar o seu espaço aéreo.
Fazendo rotas que passam pelo espaço aéreo russo, as companhias Asiáticas e do Oriente Médio, especialmente da China, economizam tempo para chegar a destinos nos EUA.
Dessa maneira, os EUA afirmam que esta concorrência é “desleal”, já que os passageiros optam por comprar bilhetes de companhias chinesas, com voos muito mais rápidos e baratos.
O New York Times divulgou que a Airlines 4 America (A4A), principal sindicato das empresas aéreas dos EUA, está estimando uma perda da ordem de $2 bilhões de dólares em fatia de mercado.
As empresas aéreas dos EUA pressionam congressistas e a Casa Branca para resolverem o problema. A ideia é que as companhias aéreas Asiáticas precisem cumprir os mesmos requisitos que as companhias dos EUA.
O governo Biden deve "tomar medidas para garantir que as companhias aéreas estrangeiras que sobrevoam a Rússia não partam, aterrissem ou transitem pelos aeroportos dos EUA", disse Marli Collier, porta-voz da Airlines for America.
Funcionários do Departamento de Transportes (DOT) não comentaram o assunto, porém a tendência é que o tema traga mais tensões à relação já complicada entre EUA e China.
Airbus A380 Public Domain, via wikimedia commons
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Rafael Ramos
Entusiasta da aviação desde tenra idade, teve seus primeiros contatos com a área desenvolvendo aquele bom e velho vício de passar dezenas de horas na frente das telas do Micrsoft Flight Simulator e outros simuladores. Com sólida formação em várias áreas tecnológicas, inclusive engenharia e química, Rafael se reencontra com a aviação como editor e autor de artigos e matérias de nosso portal, prestando inestimável ajuda à dinâmica e expansão do site e à comunidade aeronáutica, trazendo-nos as notícias e atualizações tão indispensáveis para que nos mantenhamos correntes em nossa área de atuação.
  
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